Pesquisar neste blogue

sábado, 8 de janeiro de 2011

Lição de Vida...

 

Uma vez um passarinho voava para o Sul para lá passar o Inverno.
Estava tanto frio, que o passarinho congelou e caiu no meio dum campo.




Enquanto ele jazia ali, imóvel, passou uma vaca e deixou-lhe cair em cima uma bosta.
O passarinho gelado, no meio do monte de estrume, começou a aperceber-se que estava a ficar mais quente. O estrume estava a aconchega-lo! E ele ficou ali, quentinho e feliz, tão feliz que começou a cantar de alegria.

 
Um gato que passava ouviu cantar e foi investigar. Seguindo o som, o gato descobriu o passarinho debaixo do estrume, desenterrou-o, e comeu-o.




Moral da história:
1) Nem todos os que te põem na merda te querem mal;

2) Nem todos os que te tiram da merda são teus amigos;

3) Quando estiveres na merda, mantém a boca fechada.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pegadas na Areia

"Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que andava a passear na praia com o "Senhor",
e, no firmamento, passavam cenas da minha vida.
Após cada cena que passava, percebi que ficavam
 dois pares de pegadas na areia: um era o meu e o
outro era do "Senhor".
Quando a última cena da minha visa passou diante
de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia,
e notei que muitas vezes, no caminho da minha
vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso
aborreceu-me deveras e perguntei então ao "Senhor":
- "Senhor", Tu disseste-me que, uma vez que resolvi seguir-Te,
Tu andarias sempre comigo, em todos os caminhos. Contudo,
 notei que durante as maiores tribulações, do meu viver, havia
apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque é
que , nas horas em que eu mais necessitava de Ti,
Tu me deixa-te sózinho.
O "Senhor" respondeu-me:
- Meu querido filho, jamais te deixaria nas horas de prova e sofrimento.
Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi
exactamente aí que peguei em ti ao colo. "
 
 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

WikiWeaks revela informações sobre o Benfica


 A WikiWeaks continua a ser o centro das atenções nos espaços noticiosos um pouco por todo o mundo. Depois dos grandes escândalos revelados recentemente, surge agora uma nova ameaça, de índole desportiva. Segundo Julian Assange, César Peixoto não é jogador para o Sport Lisboa e Benfica. Esta acusação tem por base um conjunto de vídeos das exibições do atleta, referentes às 2 últimas épocas e que comprovam a mediocridade do jogador de 30 anos. Neles se podem encontrar iniciativas individuais que não passaram disso mesmo, permeabilidade no sector defensivo, perdas de bola constantes entre outros “desastres” como referiu Assange.
Esta notícia caiu que nem uma bomba no seio da família benfiquista. Acarinhado por todos e na memória o portentoso (e único) golo ao serviço dos encarnados contra os colossos de Monsanto para a Taça de Portugal, ninguém acredita nas recentes revelações da WikiWeaks. Alguns argumentam que se trata de mais uma investida de JNPC para desestabilizar o grupo.Vamos continuar a acompanhar esta notícia e voltaremos a ela assim que se justificar!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não Tenho Tempo

Sabes, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar contigo. Arranjei tempo para tudo, menos para te ver crescer. Nunca joguei contigo dominó, damas, xadrez, ou batalha naval. Eu percebo que tu me procuras, mas sabes meu filho, eu sou muito importante e não tenho tempo. Sou importante para números, convites sociais e toda uma série de compromissos inadiáveis. Como largar tudo isto, para ir brincar contigo. Não, não, tenho tempo.


Um dia trouxeste o teu caderno escolar para eu ver e ficaste ao meu lado. Lembras-te? Não te dei atenção e continuei a ler o jornal. Porque afinal, afinal os problemas internacionais são mais sérios do que os da minha casa. Nunca vi os teus livros não conheço a lua professora. Nem me lembro qual foi a tua primeira palavra. Mas, tu sabes, eu não tenho tempo. De que adianta saber as mínimas coisas a teu respeito, se eu tenho outras grandes coisas a saber.


É incrível: como tu cresceste! Estás tão alto! Nem tinha reparado nisso. Aliás, eu quase que não reparo em nada. E, na vida agitada, quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora, porque aqui fico calado diante da televisão.


Porquê. Porque a televisão é importante e informa-me muito.


Sabes, meu filho, a última vez que tive tempo para ti; foi numa noite de amor com a tua mãe. Eu sei que tu te queixas eu sei que tu sentes a falta duma palavra, duma pergunta amiga, duma brincadeira, dum chuto na tua bola. Mas eu não tenho tempo. Eu sei que sentes a falta de um abraço e de um sorriso, de um passeio a pé, de ir até ao quiosque, ao fundo da rua, comprar um jornal, uma revista: Mas sabes há quanto tempo eu não ando a pé na rua? Não tenho tempo. Mas tu entendes, eu sou um homem importante. Tenho de dar atenção a muita gente, eu dependo delas. Meu filho, tu não entendes nada de comércio. Na realidade eu sou um homem sem tempo. Eu sei que tu ficas triste porque as poucas vezes que falamos, é um monólogo: Só eu é que falo.


Eu quero silêncio. Quero sossego e tu tens a péssima mania de querer brincar com a gente. Tens a mania de saltar para os braços dos outros. Filho, eu não tenho tempo para te abraçar. Não tenho tempo para conversas e brincadeiras de crianças.


Filho, o que é que tu percebes de computadores, comunicação, cibernética, racionalismo? Tu sabes quem é Descart e Kant? Como é que eu vou parar para falar contigo? Sabes, filho. Não tenho tempo. Mas o pior de tudo, o pior de tudo é que se tu morresses agora, já neste instante, eu ficava com um peso na consciência. Porque, até hoje, até hoje não arranjei tempo para brincar contigo. E, na outra vida, Deus não terá tempo de me deixar pelo menos, ver-te.